A Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG) divulgou, a 17 de Abril de 2026, o Relatório de Avaliação de Risco de Branqueamento de Capitais, Financiamento do Terrorismo e da Proliferação de Armas de Destruição em Massa no sector petrolífero angolano, com incidência no segmento upstream (exploração e produção).
A avaliação conclui que o nível de risco global do sector é médio, considerando de forma integrada as dimensões de branqueamento de capitais (BC), financiamento do terrorismo (FT) e financiamento da proliferação de armas de destruição em massa (PADM). Este resultado decorre da conjugação entre níveis de ameaça e de vulnerabilidade que, embora não indiquem exposição crítica, evidenciam a necessidade de reforço contínuo dos mecanismos de prevenção e controlo.
O relatório destaca como elemento estrutural relevante a elevada concentração de operações e fluxos financeiros em um número reduzido de operadores de grande dimensão, característica inerente ao sector petrolífero, que potencia riscos associados à materialidade das transacções e à centralização de recursos.
No plano das vulnerabilidades, são identificadas fragilidades nos sistemas de controlo das entidades analisadas, tendo sido formuladas recomendações específicas orientadas para o reforço dos mecanismos de diligência, controlo interno, transparência e gestão do risco, em alinhamento com as boas práticas internacionais, designadamente as preconizadas pelo Grupo de Acção Financeira (GAFI).
A iniciativa insere-se no esforço de consolidação da abordagem baseada no risco no contexto nacional, contribuindo para o fortalecimento da integridade, da transparência e da conformidade no sector petrolífero angolano, no quadro do Sistema Nacional de Prevenção e Combate ao BC/FT/FT.
