Uma análise publicada pelo portal Eurasia Review aborda o ataque ocorrido em 22 de Abril de 2025, em Pahalgam, na região de Jammu e Caxemira, onde 26 turistas, incluindo um cidadão estrangeiro, foram mortos por homens armados após alegadamente terem sido segregados com base na religião.
O artigo sustenta que o ataque não constituiu um episódio isolado de violência, mas sim parte de um padrão persistente de terrorismo transfronteiriço associado a grupos militantes activos na região. Segundo a análise, as autoridades indianas e diversos analistas apontaram para o envolvimento do grupo The Resistance Front (TRF), descrito como uma ramificação do Lashkar-e-Taiba (LeT), organização classificada pelos Estados Unidos como grupo terrorista estrangeiro.
A publicação refere que o atentado ocorreu num momento de relativa estabilidade política e recuperação económica em Jammu e Caxemira, contexto que, segundo os analistas citados, poderá ter influenciado o simbolismo e o impacto estratégico da acção terrorista.
O texto destaca igualmente que, em Julho de 2025, as forças de segurança indianas neutralizaram três cidadãos paquistaneses nos arredores de Srinagar, tendo documentos de identificação encontrados no local sido apontados como elementos adicionais de ligação entre o ataque de Pahalgam e estruturas militantes sediadas no Paquistão.
A análise aborda ainda a evolução do ecossistema militante na região, referindo alegadas adaptações operacionais e organizacionais de grupos como o Jaish-e-Mohammad (JeM) e o Lashkar-e-Taiba, incluindo expansão das capacidades de recrutamento, criação de novas estruturas internas e diversificação dos métodos de treino.
Outro ponto destacado prende-se com a transformação dos mecanismos de financiamento do terrorismo, com o artigo a referir que redes extremistas têm recorrido cada vez mais a transacções digitais, criptomoedas e carteiras electrónicas para movimentação de fundos, reduzindo a eficácia dos mecanismos tradicionais de monitorização financeira.
A publicação menciona igualmente relatórios internacionais, incluindo o Global Terrorism Index 2026 e análises do Congressional Research Service dos Estados Unidos, que identificam o Paquistão como uma das jurisdições mais afectadas pelo terrorismo e associadas à presença de diversos grupos extremistas activos.
O artigo conclui defendendo a necessidade de reforço da cooperação internacional, pressão diplomática coordenada e aprofundamento dos mecanismos de combate ao financiamento do terrorismo, face à crescente adaptação e carácter transnacional das redes extremistas contemporâneas.
